Primeiro salário: como organizar o dinheiro quando começa a trabalhar
O primeiro salário sabe bem. Mas saber o que fazer com ele pode ser ainda mais importante.
Há qualquer coisa de especial no primeiro salário. É o dinheiro que chega depois dos primeiros dias de trabalho, aquele que confirma que começou uma nova fase e que, pela primeira vez, tem um rendimento que é verdadeiramente seu.
A vontade de gastar é natural. Uma viagem, umas compras, jantares com amigos ou aquele telemóvel que estava na lista há meses.
Não há nada de errado em aproveitar.
O problema é chegar ao fim do mês e perceber que o salário desapareceu sem saber muito bem para onde foi.
É precisamente nesta fase que vale a pena começar a construir bons hábitos de educação financeira.
Primeiro, descubra quanto custa a sua vida
Antes de pensar no que vai poupar ou gastar, precisa de saber quanto custa viver.
Faça uma lista das despesas mensais que terá de suportar: renda ou prestação da casa, alimentação, transportes, telefone, seguros, ginásio e outras despesas regulares.
Depois, olhe para aquilo que sobra.
Este exercício simples ajuda a perceber quanto dinheiro pode realmente gastar sem comprometer os objetivos que definiu para si.
Não espere pelo fim do mês para poupar
Um dos erros mais comuns é pensar: "No final do mês, vejo quanto consigo guardar."
Na maioria das vezes, não sobra muito.
É preferível definir antecipadamente um valor para poupar e transferi-lo para uma conta separada assim que receber o salário.
Não precisa de ser muito.
Se conseguir começar com 10% do rendimento, já está a criar um hábito. Se neste momento só consegue 5%, comece por aí. O objetivo é criar consistência e aumentar a poupança à medida que o rendimento também cresce.
Crie um fundo para os imprevistos
O primeiro objetivo da poupança não precisa de ser uma viagem ou um carro novo.
Ter dinheiro disponível para uma emergência pode ser muito mais importante.
Uma avaria no carro, uma despesa de saúde ou um período sem rendimento são situações que podem acontecer. Ter uma reserva evita que um imprevisto obrigue imediatamente a recorrer a crédito.
Comece por construir uma pequena almofada e vá reforçando-a ao longo do tempo.
Se o orçamento permitir, reserve uma parte do salário para lazer. Sair com amigos, viajar ou comprar alguma coisa que deseja também faz parte de uma vida equilibrada.
Cuidado com o aumento do estilo de vida
Quando o salário aumenta, é tentador aumentar imediatamente as despesas.
Um carro melhor, uma casa maior, mais restaurantes, mais subscrições.
Este fenómeno é conhecido como aumento do estilo de vida e pode fazer com que, apesar de ganhar mais, continue sem conseguir poupar.
Sempre que o rendimento aumentar, tente fazer crescer também a sua poupança.
É também nesta fase que muitas pessoas começam a ter acesso a crédito: cartão de crédito, crédito pessoal, financiamento automóvel ou, mais tarde, crédito à habitação.
Ter acesso a crédito não significa que tenha de o utilizar.
Antes de assumir uma prestação, perceba quanto vai pagar no total e se essa despesa cabe confortavelmente no seu orçamento.
O primeiro salário deve ser o início da sua independência financeira, não o início de uma sucessão de prestações.
Começar cedo dá-lhe mais opções no futuro
Quando os primeiros anos de trabalho são acompanhados por bons hábitos financeiros, as decisões futuras tornam-se mais fáceis.
Para muitas pessoas, a entrada no mercado de trabalho é também o início do caminho para um objetivo maior: comprar casa.
Quando esse momento chegar, a Maxfinance pode ajudar a analisar diferentes soluções de crédito à habitação e a comparar propostas de várias instituições bancárias, tendo em conta o perfil e a capacidade financeira de cada cliente.
Até lá, há uma coisa que pode começar a fazer já: criar margem no seu orçamento.
Quanto mais saudável for a sua relação com o dinheiro, mais liberdade terá para tomar decisões importantes no futuro.